Na próxima encarnação quero ser uma escultura do Rodin. Quero ser le Baiser. E Deus que não ouse me fazer encarnar na réplica feita de argila, um mero estudo que fica exposto ao lado da original.
Quero ser aquela peça branca e enorme, que consome os olhos pela força e delicadeza que encerra em cada um de seus contornos. Mas como sou humilde peço apenas que o rei dos céus me conceda a graça de ser um pedacinho desta obra de arte: ser Francesca já está de ótimo tamanho.
Ser Francesca para passar a próxima vida ao lado de meu amado Paolo. Envolta em seus músculos, não irei conhecer a tristeza. Mesmo de olhos fechados, estarei protegida pela presença de meu amor. Mesmo feita de mármore, estarei sempre aquecida pelos lábios de meu amor.
Ser Francesca para ser observada, admirada, contemplada. Mas para não olhar para ninguém, apenas para meu amado Paolo.
Ser Francesca para me entregar.
E não fazer nada além de amar.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
O que toda mulher (esperta) deve saber
Curso em cinco módulos, para você que sabe o que quere da vida.
Módulo 1 – Nem toda menina quer boneca
Nesse módulo, deixe para trás todos os traumas causados pelas mães e tias que a obrigavam a brincar com bonecas idiotas enquanto os meninos se aventuravam pelas ruas, montados em suas turbinadas bicicletas Caloi.
Método: sessões de hipnose seguidas por confecção de bonecas (de vodu). Segundo especialistas, o reencontro com os símbolos dos traumas (as bonecas) é a melhor maneira de buscar uma catarse psicológica.
Módulo 2 - Peitos, para que os quero?
Entenda porque peitos não são tão importantes assim.
Método: análise de comportamento masculino em seu ambiente natural: o boteco da esquina. Na pesquisa de campo será validada a premissa “todo homem quer mesmo é saber do que está abaixo da linha do equador”.
Módulo 3 – Inteligente sim, chata jamais
Nessa etapa, aprenda a importância de demonstrar a sua inteligência sem parecer chata.
Método: Trabalhos em duplas, onde a inteligente aprende a conversar com alguém menos favorecido intelectualmente sem esboçar irritação ou aquela cara blasé típica dos que possuem cérebros afortunados.
Módulo 4 – Se ele é um babaca, mostre uma banana
Depois de entender a sua infância, o seu corpo e a sua mente, está na hora de entender o sexo oposto. Tarefa impossível? Claro que não. Nesse módulo você saberá como identificar um babaca e também como se livrar dele.
Método: Estudo aprofundado da mente masculina com base nos estudos de Freud, cujas teorias se baseiam na verdade mais absoluta de todas: homem com pinto pequeno é uma merda na cama e ainda é um babaca na sociedade.
Módulo 5 – Arrependimento – palavra que não vai mais existir
Última etapa do curso, tem como objetivo marcar o início de uma vida. É hora de deixar para trás todas as mágoas e problemas do passado e pisar fundo no acelerador rumo ao brilhante futuro que a aguarda. E sem levar no bagageiro lembranças ou fantasmas.
Módulo 1 – Nem toda menina quer boneca
Nesse módulo, deixe para trás todos os traumas causados pelas mães e tias que a obrigavam a brincar com bonecas idiotas enquanto os meninos se aventuravam pelas ruas, montados em suas turbinadas bicicletas Caloi.
Método: sessões de hipnose seguidas por confecção de bonecas (de vodu). Segundo especialistas, o reencontro com os símbolos dos traumas (as bonecas) é a melhor maneira de buscar uma catarse psicológica.
Módulo 2 - Peitos, para que os quero?
Entenda porque peitos não são tão importantes assim.
Método: análise de comportamento masculino em seu ambiente natural: o boteco da esquina. Na pesquisa de campo será validada a premissa “todo homem quer mesmo é saber do que está abaixo da linha do equador”.
Módulo 3 – Inteligente sim, chata jamais
Nessa etapa, aprenda a importância de demonstrar a sua inteligência sem parecer chata.
Método: Trabalhos em duplas, onde a inteligente aprende a conversar com alguém menos favorecido intelectualmente sem esboçar irritação ou aquela cara blasé típica dos que possuem cérebros afortunados.
Módulo 4 – Se ele é um babaca, mostre uma banana
Depois de entender a sua infância, o seu corpo e a sua mente, está na hora de entender o sexo oposto. Tarefa impossível? Claro que não. Nesse módulo você saberá como identificar um babaca e também como se livrar dele.
Método: Estudo aprofundado da mente masculina com base nos estudos de Freud, cujas teorias se baseiam na verdade mais absoluta de todas: homem com pinto pequeno é uma merda na cama e ainda é um babaca na sociedade.
Módulo 5 – Arrependimento – palavra que não vai mais existir
Última etapa do curso, tem como objetivo marcar o início de uma vida. É hora de deixar para trás todas as mágoas e problemas do passado e pisar fundo no acelerador rumo ao brilhante futuro que a aguarda. E sem levar no bagageiro lembranças ou fantasmas.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Pague para mim
Amelie tinha o namorado perfeito. Perfeição não existe, ela sabe disso. Mas em se tratando do Mr. Small, ela não tinha como pensar diferente. Tinha, verbo ter conjugado no passado. Porque depois da noite de quinta-feira, ela tem. E como tem.
Num acesso de sinceridade, o ex-namorado ex-perfeito contou que durante os três anos de namoro traiu a amada em diversas ocasiões. “Mas muitas vezes?”, perguntou nossa protagonista, em meio a lágrimas. “Sim”, disse o infeliz.
Incapaz de manter o pênis dentro da calça, ele tratou de traçar várias caipiras sempre que pôde. Mas até aí, compreensível. Ele é homem. E todo homem é idiota quando o assunto é sexo. O pior ainda estava por vir.
Depois de ouvir os relatos das ocasiões em que o digníssimo delicadamente enfeitou sua cabeça com um adereço nada fashion (um belo par de chifres), ela fez uma última pergunta. “Só essas vezes?”, questionou. Com medo da resposta, fechou os olhos um pouco antes de ouvir o que segundos depois a deixaria revoltada. “Não, teve também outra vez em que trepei com uma puta”, respondeu o safado.
“Mas eu não entendo”, choramingou ela. Bom, Amelie, eu também não entendo. Não entendo porque ele não pagou para você o dinheiro que gastou com a puta. Tão mais fácil, mais seguro. (Vamos combinar, por melhor que seja o puteiro, o risco de contrair uma DST com uma puta é milhões de vezes maior do que ao fazer sexo com a menina de família que você conheceu virgem)
Meu futuro namorado, quando você pensar em me trair com uma meretriz, fale comigo. Eu alugo uma peruca, coloco uma bota de cano alto e te encontro na esquina da Treze de Maio com o Teatro Guaíra. Podemos até combinar um esquema de pontos no cartão-fidelidade. Teremos uma noite maravilhosa, e de quebra eu ainda faturo uns trocadinhos. Segundo uns conhecidos do ramo, eu valho uns 100 reais.
Num acesso de sinceridade, o ex-namorado ex-perfeito contou que durante os três anos de namoro traiu a amada em diversas ocasiões. “Mas muitas vezes?”, perguntou nossa protagonista, em meio a lágrimas. “Sim”, disse o infeliz.
Incapaz de manter o pênis dentro da calça, ele tratou de traçar várias caipiras sempre que pôde. Mas até aí, compreensível. Ele é homem. E todo homem é idiota quando o assunto é sexo. O pior ainda estava por vir.
Depois de ouvir os relatos das ocasiões em que o digníssimo delicadamente enfeitou sua cabeça com um adereço nada fashion (um belo par de chifres), ela fez uma última pergunta. “Só essas vezes?”, questionou. Com medo da resposta, fechou os olhos um pouco antes de ouvir o que segundos depois a deixaria revoltada. “Não, teve também outra vez em que trepei com uma puta”, respondeu o safado.
“Mas eu não entendo”, choramingou ela. Bom, Amelie, eu também não entendo. Não entendo porque ele não pagou para você o dinheiro que gastou com a puta. Tão mais fácil, mais seguro. (Vamos combinar, por melhor que seja o puteiro, o risco de contrair uma DST com uma puta é milhões de vezes maior do que ao fazer sexo com a menina de família que você conheceu virgem)
Meu futuro namorado, quando você pensar em me trair com uma meretriz, fale comigo. Eu alugo uma peruca, coloco uma bota de cano alto e te encontro na esquina da Treze de Maio com o Teatro Guaíra. Podemos até combinar um esquema de pontos no cartão-fidelidade. Teremos uma noite maravilhosa, e de quebra eu ainda faturo uns trocadinhos. Segundo uns conhecidos do ramo, eu valho uns 100 reais.
sábado, 21 de junho de 2008
A Pagadora de Promessas
Na noite de ontem decidi pagar a única promessa que fiz durante toda a minha vida. (Ariana do segundo decanato, nunca deixo para amanhã uma coisa que posso fazer hoje e não costumo largar no ar compromissos futuros. Na minha vida, é hoje ou não é mais)
Feita depois de muitos copos de cerveja, foi selada há três anos e tem como testemunhas apenas dois colegas de faculdade. Um deles atendia pela alcunha de Galinho, mas hoje se chama Pedro Ernesto Vicente de Castro. O outro sumiu do mapa.
Era coisa simples. Até o final do curso, eu teria que dar um beijo em um terceiro colega, cujo nome prefiro manter em sigilo para evitar possíveis constrangimentos. Na época em que fiz a promessa, não fazia idéia de quando ou como poderia honrar meu compromisso. Tinha namorado, vergonha na cara e um incomum senso de responsabilidade que me impedia de fazer brincadeirinhas inofensivas, dessas que fazem a vida valer a pena.
Durante esses três anos, ninguém tocou no assunto. Eu por respeito ao meu antigo amado; ele por um motivo qualquer que definitivamente não vem ao caso. Mas ontem o assunto veio à tona, na hora mais inesperada.
Eu estava me servindo de vinho quando meus olhos foram obrigados a desvendar o rosto escondido atrás de uma nuvem de cabelos loiros. Era o terceiro, com a mesma cara da noite em que prometi o beijo. Ao olhar aquilo, veio à minha cabeça uma culpa quase que religiosa que me impeliu a honrar de uma vez por todas a promessa feita anos atrás.
Me aproximei, introduzi o assunto e tasquei um beijo na boca do dito cujo. Beijo meio chinfrim, admito. Não durou mais do que cinco segundos. Em todo caso, promessa paga.
Fui para casa com uma sensação de dever cumprido, com a certeza de que terminarei a minha faculdade sem nenhum arrependimento do tipo “arrependimento do que não fiz”. (Mesmo porque, fiz de tudo nesses quatro anos. Desde ficar acordada até às 5h escrevendo um ensaio sobre a Escola de Frankfurt até viajar sozinha com dez garotos malucos e maravilhosos)
Mas não adianta pagar uma promessa para alguém que não pode receber a oferenda acordada. O pagamento não tem valor nenhum, concorda? Não, você não concorda. Discorde agora mesmo, nem que seja apenas para me ajudar a provar que estou certa em não querer repetir o feito na próxima festa apenas porque o terceiro afirma não lembrar do acontecido.
Não que tenha sido ruim, longe disso. Até acredito que possa ser muito bacana dar um beijo de verdade nele. Mas convenhamos, não posso prorrogar algo desse tipo. Promessa é coisa séria! No fundo, importante não é pagar a promessa, mas ter certeza de que a pessoa recebeu o combinado. Por isso, nunca deixe de perguntar: promete que recebeu o pagamento da minha promessa?
Feita depois de muitos copos de cerveja, foi selada há três anos e tem como testemunhas apenas dois colegas de faculdade. Um deles atendia pela alcunha de Galinho, mas hoje se chama Pedro Ernesto Vicente de Castro. O outro sumiu do mapa.
Era coisa simples. Até o final do curso, eu teria que dar um beijo em um terceiro colega, cujo nome prefiro manter em sigilo para evitar possíveis constrangimentos. Na época em que fiz a promessa, não fazia idéia de quando ou como poderia honrar meu compromisso. Tinha namorado, vergonha na cara e um incomum senso de responsabilidade que me impedia de fazer brincadeirinhas inofensivas, dessas que fazem a vida valer a pena.
Durante esses três anos, ninguém tocou no assunto. Eu por respeito ao meu antigo amado; ele por um motivo qualquer que definitivamente não vem ao caso. Mas ontem o assunto veio à tona, na hora mais inesperada.
Eu estava me servindo de vinho quando meus olhos foram obrigados a desvendar o rosto escondido atrás de uma nuvem de cabelos loiros. Era o terceiro, com a mesma cara da noite em que prometi o beijo. Ao olhar aquilo, veio à minha cabeça uma culpa quase que religiosa que me impeliu a honrar de uma vez por todas a promessa feita anos atrás.
Me aproximei, introduzi o assunto e tasquei um beijo na boca do dito cujo. Beijo meio chinfrim, admito. Não durou mais do que cinco segundos. Em todo caso, promessa paga.
Fui para casa com uma sensação de dever cumprido, com a certeza de que terminarei a minha faculdade sem nenhum arrependimento do tipo “arrependimento do que não fiz”. (Mesmo porque, fiz de tudo nesses quatro anos. Desde ficar acordada até às 5h escrevendo um ensaio sobre a Escola de Frankfurt até viajar sozinha com dez garotos malucos e maravilhosos)
Mas não adianta pagar uma promessa para alguém que não pode receber a oferenda acordada. O pagamento não tem valor nenhum, concorda? Não, você não concorda. Discorde agora mesmo, nem que seja apenas para me ajudar a provar que estou certa em não querer repetir o feito na próxima festa apenas porque o terceiro afirma não lembrar do acontecido.
Não que tenha sido ruim, longe disso. Até acredito que possa ser muito bacana dar um beijo de verdade nele. Mas convenhamos, não posso prorrogar algo desse tipo. Promessa é coisa séria! No fundo, importante não é pagar a promessa, mas ter certeza de que a pessoa recebeu o combinado. Por isso, nunca deixe de perguntar: promete que recebeu o pagamento da minha promessa?
domingo, 25 de maio de 2008
Quando a calça jeans não entra mais
Como de costume, ela estava atrasada. Faltavam apenas cinco minutos para as sete e ela ainda estava na cama, se revirando embaixo dos lençóis. Tomou coragem (hoje em dia você pode comprar em qualquer farmácia, em doses cavalares ou homeopáticas) e levantou num só movimento.
Meio zonza, andou até o banheiro e tirou a roupa. Entrou debaixo do chuveiro sem conferir a temperatura da água e surpreendeu-se com uma ducha congelante. Pobre dela, havia esquecido que já era inverno em Curitiba.
Ao sentir em sua pele as pedras de gelo disfarçadas de gotas d´água, saltou para longe do chuveiro e encostou-se no box. De trinta em trinta segundos molhava os dedos do pé para ver se o chuveiro já estava quente o suficiente. Depois de algumas tentativas, entrou debaixo da ducha.
Como estava sem tempo, decidiu tomar um banho de gato. Lavou primeiro o rosto, depois o colo e em seguida as “partes”. “O cabelo lavo de noite”, pensou. Fechou o registro, saiu do box e caminhou até o quarto, deixando pelo corredor pequenas poças na forma de pegadas.
Conferiu mais uma vez o relógio. Agora já eram sete horas e dois minutos. Abriu a porta do armário e tirou de uma das prateleiras a primeira calça jeans que viu. Começou a vestí-la pelas pernas, como uma calça deve começar a ser vestida. Depois do joelho, empacou. A calça não passava dos quadris. Tentou içá-la com pulinhos descompassados, sem sucesso.
“Porque esta merda não entra?”, praguejou. Irritada, começou a pensar no que havia comido nos últimos dias. No menu imaginário, nada que justificasse aquela situação. (Ela tinha até recusado aquele chocolate suíço que tanto gostava)
Então porque não entrava mais numa peça de roupa que depois de anos de uso era quase uma segunda pele? Sem muito tempo para pensar, tirou a calça do corpo e a deixou no chão. “Ah, chega uma hora que a gente tem que mudar mesmo”, resmungou.
Indiferente, abriu a outra porta do armário e pegou uma saia.
Sem dificuldade, colocou a saia no corpo e foi trabalhar.
E assim é a vida.
Meio zonza, andou até o banheiro e tirou a roupa. Entrou debaixo do chuveiro sem conferir a temperatura da água e surpreendeu-se com uma ducha congelante. Pobre dela, havia esquecido que já era inverno em Curitiba.
Ao sentir em sua pele as pedras de gelo disfarçadas de gotas d´água, saltou para longe do chuveiro e encostou-se no box. De trinta em trinta segundos molhava os dedos do pé para ver se o chuveiro já estava quente o suficiente. Depois de algumas tentativas, entrou debaixo da ducha.
Como estava sem tempo, decidiu tomar um banho de gato. Lavou primeiro o rosto, depois o colo e em seguida as “partes”. “O cabelo lavo de noite”, pensou. Fechou o registro, saiu do box e caminhou até o quarto, deixando pelo corredor pequenas poças na forma de pegadas.
Conferiu mais uma vez o relógio. Agora já eram sete horas e dois minutos. Abriu a porta do armário e tirou de uma das prateleiras a primeira calça jeans que viu. Começou a vestí-la pelas pernas, como uma calça deve começar a ser vestida. Depois do joelho, empacou. A calça não passava dos quadris. Tentou içá-la com pulinhos descompassados, sem sucesso.
“Porque esta merda não entra?”, praguejou. Irritada, começou a pensar no que havia comido nos últimos dias. No menu imaginário, nada que justificasse aquela situação. (Ela tinha até recusado aquele chocolate suíço que tanto gostava)
Então porque não entrava mais numa peça de roupa que depois de anos de uso era quase uma segunda pele? Sem muito tempo para pensar, tirou a calça do corpo e a deixou no chão. “Ah, chega uma hora que a gente tem que mudar mesmo”, resmungou.
Indiferente, abriu a outra porta do armário e pegou uma saia.
Sem dificuldade, colocou a saia no corpo e foi trabalhar.
E assim é a vida.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Há mentiras que vem para o bem
Podem me chamar de tratante. Afinal, eu prometi que iria divulgar aqui todas as mentiras que os homens contam para enganar as mulheres e não o fiz. Confesso que durante o último mês deixei de lado o amargor que tomava conta do meu coração e tentei enxergar no meio de tantos dramas femininos pelo menos uma ínfima partícula de caráter masculino.
Estava quase conseguindo. Quase.
Na tarde de terça-feira recebi em meu Orkut um scrap que acabou com todas as minhas expectativas. Depois de ler a minha postagem anterior, um leitor (homem) do blog fez o seguinte comentário (não exatamente com estas palavras): “Discordo do texto porque nunca menti para nenhuma mulher”.
Ai meu Deus! Pra cima de mim? O distinto esqueceu que é meu amigo há três anos e que presenciei milhões de conversas nas quais ele inclusive me ensinava a identificar as mentiras que os homens contam. Lamentável!
O infeliz comentário, que à primeira vista soou como uma afronta, teve seu lado positivo. Por meio dessas medonhas palavras identifiquei os mecanismos que os homens utilizam para mentir. E é aí que está a verdadeira revolução!
Porque, pense comigo, de que adianta saber sobre quais assuntos os homens mentem e o que querem encobrir com as falácias se não conseguimos identificar quando estão mentindo?
Mas voltemos à constatação. Ao mentir, todos os homens apresentam um comportamento “brincalhão” e “engraçadinho”. O comentário do nosso leitor, por exemplo, veio seguido de uma risadinha internética (aquele famoso “hehehe”). Ou seja, quando eles mentem não conseguem fazê-lo de forma extremamente descarada. (Yes! Ainda há uma luz no fim do túnel!)
Com base nisso tudo podemos pegar o mentiroso no flagra e nos safar dos sofrimentos posteriores. Temos que nos unir e, pela primeira e única vez na vida, agradecer a mentira de um homem.
Em nome de todas as leitoras, obrigada Mc. Amendoim!
Estava quase conseguindo. Quase.
Na tarde de terça-feira recebi em meu Orkut um scrap que acabou com todas as minhas expectativas. Depois de ler a minha postagem anterior, um leitor (homem) do blog fez o seguinte comentário (não exatamente com estas palavras): “Discordo do texto porque nunca menti para nenhuma mulher”.
Ai meu Deus! Pra cima de mim? O distinto esqueceu que é meu amigo há três anos e que presenciei milhões de conversas nas quais ele inclusive me ensinava a identificar as mentiras que os homens contam. Lamentável!
O infeliz comentário, que à primeira vista soou como uma afronta, teve seu lado positivo. Por meio dessas medonhas palavras identifiquei os mecanismos que os homens utilizam para mentir. E é aí que está a verdadeira revolução!
Porque, pense comigo, de que adianta saber sobre quais assuntos os homens mentem e o que querem encobrir com as falácias se não conseguimos identificar quando estão mentindo?
Mas voltemos à constatação. Ao mentir, todos os homens apresentam um comportamento “brincalhão” e “engraçadinho”. O comentário do nosso leitor, por exemplo, veio seguido de uma risadinha internética (aquele famoso “hehehe”). Ou seja, quando eles mentem não conseguem fazê-lo de forma extremamente descarada. (Yes! Ainda há uma luz no fim do túnel!)
Com base nisso tudo podemos pegar o mentiroso no flagra e nos safar dos sofrimentos posteriores. Temos que nos unir e, pela primeira e única vez na vida, agradecer a mentira de um homem.
Em nome de todas as leitoras, obrigada Mc. Amendoim!
terça-feira, 8 de abril de 2008
Desculpas esfarrapadas que os homens dão e deixam as mulheres em farrapos
Os homens de hoje estão se especializando na arte de inventar desculpas que justifiquem a falta de comprometimento nos relacionamentos amorosos. Depois de ouvir milhares de histórias narradas em meio a lágrimas e desilusões, decidi que não poderia mais guardar meu vasto conhecimento a respeito do assunto. Afinal, saber as armas do inimigo e não espalhar o segredo para as aliadas é traição das bravas, praticamente crime de Estado.
Meninas que lêem esse blog, preparem-se: depois de ler as observações abaixo vocês não serão mais as mesmas!
Desculpa número 1
A preferida dos nossos amados, consiste basicamente em afirmar “não estamos na mesma fase”. Quando eles dizem isso, interprete da seguinte maneira: “você é gostosa, eu quero te comer, mas não vou namorar você porque quero comer outras também”. E por favor, depois de interpretar, mande-o catar coquinho. A idéia de ele comer o máximo de meninas que conseguir é excelente, só para ele. Não caia no erro de achar que isso vai trazer algum benefício para a sua vida. Tudo o que você vai conseguir caso de envolva com esse tipo de homem é um coração quebrado. Compreendeu? Vamos prosseguir.
Desculpa número 2
Usada por aqueles que não têm coragem suficiente para assumir suas inseguranças, geralmente faz com que mulheres bem sucedidas e maravilhosas tenham vergonha das suas conquistas. Materializa-se na frase “somos muito diferentes, não consigo concordar com as suas posturas”. Quando ouvir isso, apenas responda: “concordo com você: eu tenho atitude e você é um banana”. Simples assim.
(Continua na próxima semana)
Meninas que lêem esse blog, preparem-se: depois de ler as observações abaixo vocês não serão mais as mesmas!
Desculpa número 1
A preferida dos nossos amados, consiste basicamente em afirmar “não estamos na mesma fase”. Quando eles dizem isso, interprete da seguinte maneira: “você é gostosa, eu quero te comer, mas não vou namorar você porque quero comer outras também”. E por favor, depois de interpretar, mande-o catar coquinho. A idéia de ele comer o máximo de meninas que conseguir é excelente, só para ele. Não caia no erro de achar que isso vai trazer algum benefício para a sua vida. Tudo o que você vai conseguir caso de envolva com esse tipo de homem é um coração quebrado. Compreendeu? Vamos prosseguir.
Desculpa número 2
Usada por aqueles que não têm coragem suficiente para assumir suas inseguranças, geralmente faz com que mulheres bem sucedidas e maravilhosas tenham vergonha das suas conquistas. Materializa-se na frase “somos muito diferentes, não consigo concordar com as suas posturas”. Quando ouvir isso, apenas responda: “concordo com você: eu tenho atitude e você é um banana”. Simples assim.
(Continua na próxima semana)
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